Quem tem medo da Comunicação Corporativa?




Nos meus mais de vinte anos trabalhando com este segmento, volta e meia me pego fazendo esta pergunta: quem tem medo da Comunicação Corporativa? Nem sempre as perguntas simples como esta contam com respostas curtas. Até podem, mas para fugirem da real resposta, as alegações são as mais diversas. 

Complicado é entender o paradoxo adjacente à pergunta: como estratégias que fomentam o negócio e fortalecem a imagem podem ser relegadas na lista das prioridades?

Comunicação Corporativa é aceita e comprovadamente relevante para garantir este combo de estabelecer imagem e reputação; transmitir mensagem da empresa; além de ajustar as relações e/ou revolver crises com seus stakeholders. Um mix consagrado e aceito por quem milita na área. Mas, mesmo assim, alguns optam por deixar este setor alguns degraus abaixo.

É certo que grandes corporações compreendem este conjunto de fatores. O volume de negócios e as respostas positivas comprovam. Mas as médias e pequenas ainda temem, entendendo o setor como um custo não necessário

Quem ainda teme a Comunicação Corporativa como uma área sistêmica e estratégica ainda não percebeu o peso e valor de sua marca. E, talvez por isso, o crescimento acabe ficando mais distante.

O expediente que muitas das vezes optam é que “possuem um sobrinho ou um amigo que sabe fazer isso”. Será que fazem mesmo? Um profissional devidamente habilitado entende a causa e contribui para o efeito projetado. Há proposta em suas ações. De forma alguma insistem em modelos intuitivos, mas naqueles que são fruto de estudo e experiência concreta na área.

Além do sobrinho ou amigo, outro personagem presente atualmente é o “autodidata bem-intencionado” – que guarda muito do seu perfil no “idiota com iniciativa”, como bem mostrado pelo professor Mário Sérgio Cortella. Com resultados imediatistas e que encantam, podem trazer prejuízos de longo prazo. Para vitórias rápidas, muitas das vezes erram de forma comprometedora para a imagem da empresa.

Nos tempos de faculdade sempre ouvi que a “Comunicação Social era uma profissão de ‘muro baixo’”. Afirmação que pude comprovar posteriormente. Muitos se arvoram a fazer, mas só os habilitados são capazes de não ser apenas promissores, mas efetivos.

 Apesar dos muitos subterfúgios, a solução para quem tem medo da Comunicação Corporativa é simples, clara e objetiva. E, definitivamente, não é uma aposta.

 

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